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Nessa aula vamos aprender o que é uma composição de custos e como utilizá-la para obter os valores dos serviços no orçamento de obras. Além disso, veremos como associar os custos da obra à simulação do planejamento, realizando assim uma simulação com diversas informações integradas da obra e, portanto, de alto valor agregado para análises e tomadas de decisões.
Dá-se o nome de composição de custos ao processo de estabelecimento dos custos incorridos para a execução de um serviço ou atividade, individualizado por insumo e de acordo com certos requisitos pré-estabelecidos. A composição lista todos os insumos que entram na execução do serviço, com suas respectivas quantidades, e seus custos unitários e totais.
Cada composição de custos unitários contém os insumos do serviço com seus respectivos índices (quantidade de cada insumo requerida para a realização de uma unidade do serviço) e valor (provenientes da cotação de preços e da aplicação dos encargos sobre a hora-base do trabalhador). O valor obtido na composição de custo unitário será, posteriormente, multiplicado pelo quantitativo do serviço e assim será possível obter o custo total para a realização do serviço.
A empresa pode usar composições de custos próprias ou obtê-las em publicações especializadas, como a TCPO (Tabelas de Composições de Preços para Orçamentos), da Editora PINI, que é uma das publicações mais difundidas no mercado.
A seguir você poderá entender melhor como funciona uma composição de custo unitário visualizando uma composição real do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), um dos bancos de dados mais utilizados para esta finalidade.
Clique a seguir, leia o conteúdo da tela e avance para visualizar as demais!
Após obter o custo unitário, a próxima etapa do orçamento consiste em calcular o custo total do serviço. Essa etapa pode ser realizada através da vinculação entre os quantitativos dos serviços e o valor total da composição, como veremos a seguir.
A base para a obtenção de um orçamento é a vinculação entre os quantitativos e as composições. Para isso, se estabelece um vínculo entre o material mais relevante no processo construtivo em questão e o banco de dados de composições. Por exemplo, tratando-se de revestimentos, será este um componente BIM vinculado, através do sistema de classificação, às bases de dados das composições. Ocorre que esse vínculo nem sempre será suficiente para a representatividade do processo, pois serviços complementares, como andaimes e preparação de argamassa, nem sempre fazem parte da composição “revestimento”. Assim, o orçamentista deve complementar os dados inserindo tais composições auxiliares ou complementares.
Após realizar todo esse processo para obter o custo de cada atividade, podemos associar esses custos à nossa simulação do planejamento através de softwares BIM 4D ou 5D, como o Navisworks. Para isso, basta acrescentarmos no nosso planejamento a informação relativa aos custos das atividades, como veremos no vídeo a seguir.
Assista ao vídeo a seguir sobre TimeLiner com Custo Acumulado (Revit/MS Project/Navisworks). Clique no play e confira!
Pense a respeito!
Através do conteúdo que vimos, talvez você tenha conseguido notar que o BIM é somente um ponto de partida para a orçamentação. Dificilmente, um software ou plug-in conseguirá transformar um modelo BIM em um orçamento completo, pois existem diversas etapas do processo de orçamento que necessitam da tomada de decisão feita por um responsável da área. Com base nisso, você consegue perceber a importância de dominar os conceitos e as técnicas antes de introduzir uma tecnologia para automatizar o processo?
Referências
AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL. Coletânea Guias BIM ABDI-MDIC. Brasília, 2017.
MATTOS, Aldo D. Como preparar orçamentos de obra. São Paulo: Pini, 2006.