No mundo corporativo, o risco está associado à incerteza do cumprimento de algum objetivo ou na probabilidade de perda de algo material ou intangível.

A gestão adequada dos riscos é condição fundamental para o sucesso da organização e, por isso, passou a ocupar lugar de destaque na gestão das empresas.

O processo de gestão de riscos ocorre por meio das seguinte etapas:

Conheceremos em detalhes cada uma delas a seguir! Vamos lá!

A etapa de identificação de riscos pode ser conduzida a partir das seguintes técnicas:
Identificação de riscos
Pesquisas e entrevistas;
Resultados de auditorias;
Análise de investigações;
Exigências e requerimentos legais e regulatórios;
Normativos internos;

Neste momento são identificados os riscos inerentes ao negócio, ou seja, o risco ao qual a organização está naturalmente exposta. Não é considerada, neste momento, a existência de controles que possam mitigar tais riscos. São os riscos identificados a partir da cultura e do ambiente.

A etapa de análise de riscos envolve as seguintes ações:
Deve ser conduzida por um grupo multidisciplinar dentro da organização.
Objetiva compreender a natureza do risco e suas características. Ela pode ser realizada a partir de diversos graus de detalhamento e complexidade, dependendo da disponibilidade, da confiabilidade da informação e dos recursos disponíveis.
Através de entrevistas com os “donos dos riscos” ou dos “processos” da organização, são identificados os riscos residuais do negócio, ou seja, aqueles que, embora já possuam medidas mitigatórias, necessitam de controles mais efetivos ou monitoramento.
Os gestores (e líderes de unidades internas) devem ser os responsáveis pela mitigação do risco e a documentação desta análise é fundamental para justificar a ação a ser adotada.
Os riscos inerentes devem ser analisados de acordo com uma metodologia clara e objetiva, que contemple, entre outros aspectos:
Classificação por componentes de risco

Estratégico

Operacional

Financeiro

Regulamentar

Classificação por tempo

Potencial

Atual

Desejável

Classificação por probabilidade

Baixo

Médio

Alto (existem variações possíveis)

Os riscos inerentes devem ser analisados de acordo com uma metodologia clara e objetiva, que contemple, entre outros aspectos:
O objetivo desta etapa é subsidiar o apoio das decisões, a partir da comparação dos resultados da etapa anterior com os critérios de risco estabelecidos, para determinar onde é necessária ação adicional.
Critérios de riscos compõem parâmetros para aferir a probabilidade da ocorrência do risco e o impacto da materialização do risco.
Soma-se à esta avaliação a experiência e a percepção das pessoas que desempenham as atividades da organização.
Esta etapa consiste em estabelecer um plano de ação para mitigação dos riscos por parte dos gestores envolvidos. Neste processo, os gestores são responsáveis por definir quais ações serão tomadas, podendo decidir por:
Risco muito acentuado e de difícil, impossível ou estrategicamente indesejável mitigação. Interromper a atividade que materializa o risco.
Há estratégia viável econômica e operacionalmente para reduzir o impacto e/ou probabilidade. Necessita de plano de ação.
Quando é possível transferência ou compartilhamento do risco com terceiros. É o caso de apólices de seguros ou a contratação de ferramentas como transporte de valores por empresa de segurança.
Risco residual já se encontra em padrões desejáveis ou aceitáveis, ou quando as ações de mitigação não sejam viáveis numa avaliação custo benefício.
A decisão sobre a melhor maneira de conduzir a mitigação do risco deve considerar os objetivos da organização, os critérios de risco e os recursos disponíveis. É possível, a partir da etapa de avaliação de riscos, elaborar uma matriz que represente o nível de risco desejável, ou risco target.
Esta matriz traduz os níveis de probabilidade e impacto desejáveis para cada risco identificado.
Clique na imagem para ampliar!
Dessa maneira, os planos de ação definidos devem refletir as medidas que serão tomadas para que os riscos residuais se convertam em riscos target.
A etapa de comunicação pode ser conduzida a partir das seguintes ações, clique nas imagens e verifique:

Esta etapa compreende o reporte e a documentação de todo o processo de levantamento dos riscos.

A documentação deve ser concisa e objetiva, com linguagem clara, de maneira a comunicar assertivamente todas as etapas do processo de mapeamento de riscos.

É recomendável que os registros sejam controlados, de maneira que a informação se mantenha disponível, acessível, adequada ao uso e protegida contra uso impróprio ou perda de integridade.

Mesmo que os planos de ação para a mitigação dos riscos sejam concebidos e implementados cuidadosamente, os resultados esperados podem não ser atingidos, e ainda, produzir consequências não esperadas.

É fundamental que o Compliance Officer (o responsável pelo compliance) acompanhe o desempenho dos planos de ação por meio de um plano de monitoramento.

Sendo assim, o monitoramento e a análise crítica devem ser parte de todo o processo, de maneira a assegurar que os planos de ação se tornem e permaneçam eficazes.

O processo de gestão de riscos é a ferramenta essencial para o aprimoramento contínuo e consistente do Programa de Compliance!

Chegamos ao final da aula 6!

Você aprendeu que o processo de gestão de riscos é fundamental para que o Programa de Compliance seja continuamente aprimorado. Entendeu, também, que este processo possui etapas fundamentais que compõem uma metodologia.

Na próxima aula abordaremos o tema Comunicação e Treinamento, e compreenderemos porque ele é um dos pilares do Programa de Compliance.

Até lá!