Aula 2:
Execução do Lean Educacional
Aula 2:
Execução do Lean Educacional
Nós já aprendemos a identificar e analisar os problemas num ambiente educacional usando o Relatório A3, bem como a causa raiz com o uso dos 5 Porquês, propondo soluções baseadas na metodologia e em ferramentas Lean aplicadas no contexto educacional, como o 5S, TRF, Jidoka, dentre outros.
Em linhas gerais, conseguimos elaborar um plano de como atuar no ambiente educacional, visando à eliminação de desperdícios e ao aumento do nível de aprendizado dos alunos.
Agora é hora de aplicarmos as ações dispostas no 5W2H e realizar as mudanças necessárias no ambiente educacional. Para isso, vamos entender como transformar o conjunto de dados, informações, análises e propostas de soluções em mudanças que podem alterar o dia a dia da Escola SENAI.
Vamos em frente!
RELAÇÃO DO CRONOGRAMA LEAN EDUCACIONAL E ESCOLA
Nós já estudamos anteriormente sobre como gerir os três pilares essenciais em um projeto: o escopo, o tempo e o custo. A princípio, vamos tratar somente do tempo, uma ferramenta gráfica denominada Cronograma.
Nas escolas, cronogramas são elaborados para planejar adequadamente os ambientes educacionais, as unidades curriculares e os docentes, de modo a maximizar o aprendizado com maior ocupação possível.
Antes de pensarmos em começar a mudar a posição de máquinas e equipamentos, é essencial atentarmos para os impactos que as intervenções no ambiente educacional provocarão no desenvolvimento das aulas na escola, em particular nos cursos que utilizam o laboratório ou oficina para desenvolvimento das competências previstas.
Além disso, devemos prestar atenção aos impactos que essas ações causarão na sequência das atividades regulares dos docentes e na construção das competências por meio das unidades curriculares dos alunos matriculados nos cursos ofertados pela escola.
Desse modo, precisamos conhecer como os cronogramas são elaborados. Vamos começar?
CRONOGRAMA DE TURMAS
Para montar o cronograma das turmas, é necessário observar:
Essa análise deve ser feita com o apoio da área pedagógica da escola e do responsável técnico pelas áreas tecnológicas de cada um dos cursos a serem ofertados para que haja uma avaliação adequada do cronograma sem prejuízo algum às partes interessadas.
Existem duas formas de organização das aulas: o sistema blocado e o sistema geminado.
O primeiro consiste em trabalhar as unidades curriculares em blocos, ou seja, uma disciplina de 60 horas/aula é lecionada pelo docente de modo ininterrupto durante uma determinada quantidade de dias
Já no segundo, essas aulas são divididas no período de tempo como 1° e 2° horários de aulas de Comunicação Oral e Escrita e no 3° e 4° horários aulas de Cálculo Aplicado.
Entender como as aulas são organizadas evita dificuldades com o monitoramento dos alunos na etapa de levantamento de dados, disponibilização de docentes para realização de tarefa e aplicação das ações previstas no plano de ação.
Na realização da Semana Kaizen, as unidades curriculares de algumas turmas são alteradas devido à indisponibilidade do ambiente educacional para realização da intervenção.
Vamos entender como o cronograma de docentes influencia nas atividades do Lean Educacional?
Quer entender melhor sobre o sistema blocado no ensino? Acesse o link a seguir:
http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/educadores-discutem-as-aulas-dobradas-5ijh18rzpbg2tmn8zpfrfmiq6.
CRONOGRAMA DE DOCENTES
A elaboração do cronograma de docentes é parte fundamental da oferta de cursos da escola, pois impacta diretamente no planejamento da prática e na capacitação dele, assim como reflete na qualidade do curso. Alguns fatores preponderantes para elaboração do cronograma de docentes são:
Formação acadêmica e experiência profissional
Necessidade de capacitação e/ou atualização tecnológica
Disponibilidade de horário para ministrar as aulas
A estratégia de ofertas dos cursos e quantidade de alunos/turma
Via de regra, o cronograma dos docentes é o ponto mais crítico na interface do Lean Educacional com a rotina operacional do SENAI, uma vez que a maior parte das escolas trabalha com taxas de ocupação elevadas e a mínima disponibilidade de docentes para as tarefas fora do escopo de ensino, o que exige da equipe do projeto eficiência para utilizar o tempo e realizar as tarefas necessárias.
Klosouski e Reali (2008) ressaltam que o planejamento educacional influencia toda a rotina da instituição de ensino, inclusive na avaliação de recursos (materiais, humanos) e estrutura (máquinas, equipamentos, ambientes) para oferecer à comunidade formação de qualidade.
Vimos as questões que envolvem o cronograma de turmas e dos docentes em uma Escola SENAI. Agora vamos conhecer o planejamento dos ambientes educacionais.
CRONOGRAMA DE AMBIENTES EDUCACIONAIS
Planejar o uso dos ambientes educacionais em uma Escola SENAI requer uma avaliação múltipla que envolve os seguintes aspectos:
Dessa forma, é possível determinar os períodos de utilização dos ambientes educacionais, planejar a manutenção (corretiva/preventiva) de equipamentos, contratação e execução de serviços de terceiros, aquisição de itens sobressalentes, atendimento a demandas específicas da indústria e outros.
Esse cronograma deve ser analisado considerando a compatibilidade com os cronogramas de docentes e de turmas. É fundamental avaliar a disponibilidade do ambiente onde será realizada a intervenção e o seu respectivo impacto, no intuito de prever alterações no cronograma, levando em consideração a duração da unidade curricular e os conhecimentos que a compõem.
Agora que você está por dentro dos cronogramas típicos para operacionalizar as turmas, docentes e ambientes educacionais em uma Escola SENAI, vamos falar da etapa de intervenções do Lean Educacional: o pré-Kaizen.