Aula 2:
Ferramentas do Lean Educacional
Aula 2:
Ferramentas do Lean Educacional
Entender os desperdícios é essencial na aplicação da metodologia. Agora que você já está por dentro deles, é hora de conhecer algumas das ferramentas do Lean Educacional.
Vamos lá!
Vamos conhecer melhor a análise estatística. Mas, antes, precisamos retratar a importância do preenchimento do formulário do diagnóstico preliminar para o Lean.
Os dados coletados pelo diagnóstico têm como objetivo a realização de uma análise preliminar das oportunidades de melhorias presentes na unidade.
Vamos observar o modelo de um formulário de diagnóstico preliminar já preenchido para entender melhor. Para isso, clique na imagem ao lado.
O formulário deve ser preenchido considerando o sentimento da equipe Lean e contando com a experiência dos integrantes que possuam familiaridade com o laboratório onde será aplicado. Quando preenchido, dará subsídios para nortear o projeto Lean.
A análise estatística do trabalho é uma ferramenta de diagnóstico que objetiva:
Trata-se de uma ferramenta que faz uso de conhecimentos básicos em Estatística Descritiva.
Normalmente, é aplicada por 1 ou 2 membros da equipe, em dias consecutivos ou diferentes de observação, imprimindo o formulário Análise Estatística do Trabalho, levando-o a campo, com auxílio de prancheta, caneta e cronômetro.
Para aplicar a análise estatística do trabalho, devemos proceder às seguintes etapas:
1. Seleção de amostra a ser analisada
Anteriormente, quando estudamos um pouco de Estatística, vimos a importância de selecionar adequadamente a amostra.
No nosso caso, a amostra consiste em selecionar a turma e os alunos a serem acompanhados.
Quer saber como fazer isso? Clique nas orientações:
Orientação 1
Orientação 2
Orientação 3
2. Definição de frequência e período de análise
É fundamental definir adequadamente a frequência e o período de análise.
Devemos ter em mente que a frequência corresponde à quantidade de observações que devem ser efetuadas em intervalos de tempos regulares. Valores típicos de frequência giram em torno de 1 (uma) observação a cada 2 (dois) minutos. Se o processo observado for muito complexo, ou seja, muitas atividades, aumente essa frequência para cada 1 minuto.
Veja o exemplo:
Uma turma de caldeiraria é observada das 13h às 17h (3 horas e 45 minutos de aula e 15 minutos de intervalo), quando foi definido que a frequência será de uma observação a cada 2 minutos.
Determinando o número de observações realizadas no período, teremos:
N° observações = [(3 hs.x 60 min./hs) + 45 min.]x[1observação/2 min.) = 113 observações
Isso significa que, nesse período (3 horas e 45 minutos), serão coletadas 113 observações.
3. Estabelecimento de atividades básicas que irão compor o formulário
O formulário possui algumas atividades básicas (trabalho, por exemplo), mas pode ser acrescido de outras que sejam relevantes para o processo em questão. Veja, a seguir, a definição dessas atividades básicas:
4. Preenchimento do formulário
Já sabendo quais as informações devem conter no formulário, vamos, agora, partir para as orientações do seu preenchimento.
Iniciamos com o preenchimento do cabeçalho. As informações descritas devem ser devidamente anotadas. Veja!
Cabeçalho do formulário de Análise Estatística do Trabalho
5. Análise dos dados e informações coletados
Já nas amostras do formulário de Análise Estatística do Trabalho existem 3 colunas: Contagem, Soma e Percentual. Passe o mouse sobre elas e veja o que cada uma solicita e apresenta.
Preenchimento das colunas soma e percentual do formulário de Análise Estatística do Trabalho
O preenchimento do campo Observações deve ser feito levando em conta todas as considerações sobre o processo e o acompanhamento realizado. É de fundamental importância fornecer as informações substanciais sobre o processo, tais como: complexidade da tarefa, percepções sobre o aluno, percepções sobre o ambiente de aprendizagem, sua interação com o processo de aprendizagem, dentre outros.
Observações:
O aluno observado faz parte do curso de Aprendizagem em Eletromecânica está cursando o segundo módulo na disciplina de Montagem e Manutenção de Sistemas Mecânicos. No dia da análise, os alunos foram direcionados a uma prática diferente da que consta no Roteiro da prática, mas que pode ser classificada tanto como manutenção quanto como usinagem. Foi proposto a usinagem de um eixo cilíndrico com rebaixos e roscas que, posteriormente, seria quebrado e recuperado. A partir daí, foram feitas as medições. Como se tratava de uma peça mais elaborada e por ser de usinagem exclusiva do torno, isso gerou espera de alguns alunos. O aluno analisado tinha uma máquina exclusiva para ele, de acordo com o cronograma de atividades da oficina. Mesmo assim, houve paradas desnecessárias e excesso de movimentação, principalmente para buscar ferramentas e acessórios. Além disso, o aluno precisou por várias vezes fazer a leitura do desenho técnico, por se tratar de um eixo elaborado que faria parte de um conjunto. A espera observada nesse caso foi gerada principalmente por falta de ferramentas ou por número insuficiente das mesmas que se encontravam em uso por outros alunos.
Veja como ficará o formulário de análise estatística:
Uma vez que os dados e informações foram coletados, é hora de fazer as análises. A discussão a respeito do que está sendo coletado é mais importante do que a opinião individual. É natural existirem choques de ideias, no entanto, o bom senso deve prevalecer para que a equipe possa chegar a um consenso do que foi coletado.
Para realizar essas análises, algumas perguntas podem servir de guia para você:
Vamos finalizar nossa aula com uma super dica!
No momento das análises, use e abuse da criatividade, monte gráficos, esquemas ou tabelas, de modo a tornar o diagnóstico claro e completo para todos os envolvidos.