Aula 1:
Ferramentas da Qualidade
Aula 1:
Ferramentas da Qualidade
No módulo anterior, vimos a importância da comunicação, da negociação e de fazermos o controle de documentos ligados ao projeto. Agora, você estudará as ferramentas da qualidade e análise estatística de dados que contribuirão na otimização dos processos, no acompanhamento das atividades e na melhoria da gestão.
A abordagem sobre ferramentas de controle e melhorias de processos visa conduzir as atividades de uma indústria em busca da qualidade de produtos, processos e serviços. Para que isso ocorra, são utilizados recursos e/ou ferramentas, como cronogramas, registros de documentos/atividades, normas, gráficos, análise estatística, dentre outros.
Vamos conhecer cada uma delas?
Para o gerenciamento de processos e obtenção de melhores resultados, indústrias de todo porte têm utilizado diversas metodologias, podendo ser aplicáveis de acordo com suas necessidades e retorno esperado. Essas metodologias são compostas por inúmeras ferramentas da qualidade utilizadas no acompanhamento, na identificação e na solução de problemas.
Elas perpassam por todas as fases de um projeto: iniciação, planejamento, execução, monitoramento/controle e encerramento, auxiliando nas tomadas de decisões no decorrer do projeto.
Existem ferramentas específicas para cada tipo de análise. Vamos conhecer algumas delas!
Em 1987, a International Organization for Standardization (ISO) desenvolveu, por meio de um de seus comitês técnicos - ISO/TC 176: Gestão da Qualidade, uma série de normas conhecida por ISO 9000. A normatização já foi revisada em algumas ocasiões: 1994/2000/2008 e 2015. Verifique essas mudanças no endereço: https://certificacaoiso.com.br/quais-foram-as-mudancas-estruturais-da-iso-9001-2015/.
O PCDA é o método básico de gestão que consiste na utilização de uma sequência de etapas para o controle de qualquer processo. A organização de um projeto ou processo fica muito mais eficiente com o auxílio das etapas padronizadas do PDCA.
Cada uma das letras que compõem a sigla do ciclo PDCA representa uma dessas etapas. Clique em cada uma delas para ver seus significados.
Após a implantação do ciclo PDCA, é importante evitar:
• Iniciar o ciclo sem planejar;
• Definir uma meta e não definir como atingi-la;
• Não treinar o pessoal para executar as ações necessárias para alcançar a meta definida;
• Fazer e não verificar;
• Planejar, fazer, checar e não agir corretivamente, quando necessário;
• Parar de rodar o PDCA na primeira volta do ciclo.
Uma das formas mais eficazes para a representação do método é a utilização do formulário A3. Ele é uma ferramenta da filosofia Lean que surgiu à medida que os engenheiros da Toyota identificaram alguns problemas concomitantes às oportunidades de melhorias.
Veja um exemplo desse formulário
Outra ferramenta de qualidade bastante utilizada é o Diagrama de Pareto.
O Diagrama de Pareto se baseia no princípio de que a maioria das perdas tem poucas causas relevantes, sendo que elas são as que devem ser priorizadas, tendo como objetivo compreender a relação ação-benefício, ou seja, a ação que trará o melhor resultado.
O diagrama é demonstrado por meio de um gráfico de barras vertical, que ordena a frequência de cada uma das ocorrências em ordem decrescente.
Vamos apresentar um exemplo que mostra um estudo para entender o motivo do baixo aproveitamento nas aulas práticas em um curso de aprendizagem no SENAI. Primeiro, os docentes da escola organizaram os dados em uma tabela.
Levantamento de dados em uma Escola SENAI
Após terem coletado os dados em uma tabela, estes foram tratados e plotados em um gráfico de Pareto
Podemos observar que as causas Movimentação, Excesso de Alunos e Falta de Espaço correspondem a cerca de 66% das ocorrências observadas no período pelo grupo de docentes. Portanto, para obter uma melhoria significativa no aproveitamento dos alunos desse curso, deverão ser elaboradas ações para combater essas causas.
Para facilitar a montagem do Diagrama de Pareto podemos seguir alguns passos:
Estrutura de Montagem do Diagrama de Pareto
Podemos perceber que o Diagrama de Pareto facilita a identificação de causas que provocam grandes efeitos. Esse reconhecimento é essencial para direcionar esforços e recursos na análise e solução de um determinado problema.
E o Diagrama da Causa e Efeito, ou Espinha de Peixe, você já ouviu falar? Vamos falar sobre ele a seguir!
O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como “Diagrama de Causa e Efeito” ou “Diagrama Espinha de Peixe” é uma ferramenta que tem como objetivo facilitar a análise de fatores (causas) que provocam determinados problemas (efeitos).
Para utilizarmos o Diagrama Espinha de Peixe, é necessário já ter detectado o problema. Definido o Problema, seguimos para os próximos passos!
Vamos observar um exemplo:
Problema: excesso de movimentação do aluno
Método: metodologia utilizada pelo Professor; Ausência de padronização na oficina, tarefas e procedimento padrão para executar as atividades
Máquina: ausência de manutenção dos equipamentos
Medida: falta de monitoramento do tempo de gasto pela movimentação
Meio Ambiente: organização e layout do laboratório; organização e disponibilidade das ferramentas que estão nos carros de ferramentas
Material: ausência de ferramentas básicas para cada máquina; ausência de insumos (material) para as atividades
Mão de obra: falta de conscientização do aluno para planejamento das atividades
Como parte do procedimento para montagem do Diagrama de Ishikawa, devemos reunir a equipe envolvida com o processo para que se possamos construir um diagrama completo. Uma vez definido o problema a ser considerado, a equipe deve se concentrar na identificação de todas as possíveis causas.
Após essa etapa, para cada possível causa identificada, devemos levantar a seguinte questão:
Por que isso acontece?
Existe outra ferramenta que poderá lhe auxiliar na descoberta das causas raízes de um problema e que pode ser aplicada juntamente com o Diagrama de Ishikawa. É a ferramenta dos “5 Porquês”.
A ferramenta é simples e prática, e consiste em se fazer a pergunta “por quê?” até encontrar a fonte do problema.
Vamos observar um exemplo:
Contramedida: padronizar as atividades a serem realizadas e disponibilizar as mesmas no posto de trabalho do aluno.
A seguir, você conhecerá uma ferramenta que te auxiliará no levantamento de possíveis ações para as causas levantadas por meio do Diagrama de Ishikawa e dos 5 Porquês; o Brainstorming.
Sigamos em frente!
O Brainstorming tem como objetivo coletar ideias rapidamente entre um grupo multidisciplinar de pessoas que propõem possíveis causas e/ou soluções para um problema conhecido.
Para uma reunião de Brainstorming, algumas regras devem ser observadas: