Aula 1:


Gestão do Lean Educacional

Hoje é muito comum ler e ouvir sobre o tema Gestão de Projetos.

Você deve estar se perguntando: “O que esse assunto tem a ver com o Lean Educacional?” ​

A gestão de projetos está diretamente relacionada à produtividade. Logo, queremos ser produtivos durante a implantação e no resultado do projeto do Lean Educacional nas Escolas SENAI.

Nessa aula, iremos mostrar como essa gestão acontece.

A gestão do Lean Educacional, visa conduzir um projeto com o máximo de performance pelo controle da tríplice restrição, composta por:

Escopo - Atender as necessidades implícitas e explícitas do cliente;

Tempo - Ser disponibilizado dentro do prazo;

Custo - Ter preço e custo compatível.

A tríplice restrição é representada pela figura a seguir:

Você deve ter percebido a existência de um quarto elemento entre os triângulos que compõem a tríplice restrição: a qualidade.

O motivo dela estar localizada ao centro é para demonstrar que qualquer alteração no tempo, escopo e custos, além de afetar uns aos outros, terá impacto imediato na qualidade do projeto. ​

Vamos, então, conhecer as áreas de conhecimento de gestão de projetos, necessárias à implantação do Lean Educacional nas Escolas SENAI.

A mudança mais difícil que existe em qualquer ambiente de trabalho é a da cultura organizacional.

Isso se dá devido a um traço característico das pessoas de agirem sem reflexão, sempre tendenciadas a acharem atalhos, por vezes inexistentes, na resolução de problemas.

Uma característica de extrema importância na implantação da cultura Lean é a autodisciplina.

Você já deve ter se deparado com um empresário ou até mesmo um colaborador de alguma indústria, comentando sobre a implementação de uma ferramenta da qualidade e os resultados fantásticos que obtiveram. No entanto, com o passar do tempo, os mesmos problemas enfrentados anteriormente voltam a aparecer.

A falta de autodisciplina impede que as melhorias se perpetuem, e assim a ferramenta de qualidade implementada perde a sua utilidade e os problemas voltam a surgir.

Daí a importância de se fomentar a melhoria contínua nos processos.

Outro problema muito comum encontrado na implantação de uma nova cultura organizacional é a resistência a mudanças. Portanto, precisamos entender o que leva as pessoas a criarem essas resistências.

Quando aprofundamos nossa análise, começamos a entender que existem algumas forças que nos levam a essas resistências, conforme a imagem a seguir:

Vamos entender como agem cada uma dessas forças e como elas podem ser trabalhadas.

É gerada devido à hesitação provocada pelo desconhecido, a dúvida de que a mudança será para melhor ou para pior.

Essa força é facilmente gerenciada ao se engajar a pessoa, demonstrando os prós e contras da mudança.

É gerada quando a pessoa em questão possui um ponto de vista diferente quanto aos pontos que envolvem a mudança, devido a uma formação ou até mesmo uma experiência presenciada.

Nesses casos, trabalhamos o engajamento. Porém, é necessário ouvir o ponto de vista da pessoa para depois contra argumentar. Assim, poderá se entender quais são os pontos de divergências e chegar a um entendimento comum.​

É quando a pessoa não compreendeu qual o real propósito da mudança, como acontecerá ou até mesmo de que maneira ela o afetará.

Mais uma vez, a melhor solução para combater essa força é o engajamento. Entretanto, aqui se torna necessária a prática de um feedback para garantir que o colaborador em questão realmente entendeu o que está sendo proposto.

Pode ser desencadeada por diversos fatores que levam à rejeição, por exemplo: idade, falta de credibilidade, incapacidade técnica, etc.

Nesses casos, é necessário ganhar a confiança, demonstrando competência e entendimento do que está sendo proposto.

Referente ao comodismo e à zona de conforto, em que as pessoas se acostumam, criando extrema aversão para saírem dessa situação.

Para quebrarmos essa força, geralmente apenas engajar a pessoa nos benefícios da mudança já é o suficiente. A autoridade, em alguns casos, deve ser utilizada, pois ela só será capaz de sentir as melhorias após a mudança.

É praticamente um caso perdido, pois as pessoas guiadas por ela estão agindo de má fé, e de alguma maneira sairão ganhando com a falha do projeto ou da mudança.

A recomendação nesses casos é identificar essas pessoas o mais rápido possível e as isolar do grupo para não correr o risco de contaminar o restante da equipe.

Vimos quais as principais causas que evidenciam resistência às mudanças. Mas, é possível criar ações para minimizar o impacto das resistências e promover as mudanças necessárias. Clique nas peças para conhecê-las !

Uma vez seguidos esses princípios, as chances de o projeto vir a falhar devido à resistência às mudanças são mínimas. Entretanto, esse é um ciclo que deve ser controlado durante todo o processo.

Lembre-se que estamos lidando com pessoas, e elas mudam constantemente!

Agora já entendemos onde a gestão se encaixa no Lean Educacional, quais as possíveis resistências que poderão surgir durante a implementação do projeto e como gerenciar essas resistências. Chegou o momento de conhecer as fases do projeto.

Te espero na próxima aula!