Aula 2:
Lean Educacional
Aula 2:
Lean Educacional
Agora que já vimos algumas abordagens do Lean, vamos ao nosso foco: Lean Educacional!
A Metodologia desenvolvida no Lean Educacional partiu da seguinte questão:
“Se conseguimos melhorar a produtividade das empresas onde realizamos consultorias, por que não usarmos esse conhecimento nas Escolas SENAI?”
Trata-se de uma questão interessante, não é? Então, vamos analisar!
A partir de agora, você vai conhecer como funciona a metodologia nas Escolas SENAI, compreendendo sua filosofia e os princípios que norteiam este projeto. Vamos lá?
Para você, no contexto educacional do SENAI, existem desperdícios?
Para responder a essa pergunta, convidamos você para refletir conosco sobre a seguinte questão:
Você se considera uma pessoa organizada?
Caso você tenha respondido “não”, é fácil perceber que, provavelmente, você é uma pessoa cercada por desperdícios, sempre procurando por algum material ou documento. Mas, caso tenha respondido “sim”, provavelmente já deve ter se deparado com situações como esta: você chegou em seu posto de trabalho se questionando “mas que bagunça está isso aqui!” ou “onde coloquei aquela coisa?”.
É muito comum isso acontecer e ocorre devido a diversos fatores, podendo ser internos, ligados à autodisciplina; ou até mesmo externos, devido ao compartilhamento do posto de trabalho com outras pessoas. Como resultado, você perderá tempo tentando encontrar isso ou aquilo. Logo, você também terá desperdícios.
O fato é que, sempre e em todo lugar, independentemente da atividade a ser exercida, haverá desperdícios.
Sempre existirá uma oportunidade de melhoria em nossas práticas e processos. Aqueles que não enxergarem a importância da melhoria contínua ficarão obsoletos no cenário onde a competitividade é a chave para o sucesso.
Voltando ao nosso questionamento inicial, para enxergarmos quais são os desperdícios nas Escolas SENAI, devemos, primeiro, identificar quem são os nossos clientes. Isso porque o Lean trabalha em uma linha de negócio em que é possível definirmos se uma atividade agrega valor ou não, após analisarmos o cenário com a ótica do cliente.
O SENAI possui dois tipos de clientes: os Diretos e os Indiretos. Você sabe identificá-los? Tente responder mentalmente e, só depois, clique nos itens abaixo para saber se você acertou!
Clientes Diretos
Clientes Indiretos
Após conhecer nossos clientes, é preciso entender o que é valor para eles. Assim, conseguiremos identificar, entre as atividades aquelas que agregam e aquelas que não agregam valor.
Mas, como iremos identificar o que realmente é valor para nosso cliente e reduzir os desperdícios?
Se você tem conhecimento técnico e prático sobre a sua atividade, essa não é uma tarefa difícil. Mas, para fazermos essa identificação, precisamos entender alguns termos técnicos que tratamos dentro do Lean a partir da necessidade do cliente.
Então, vamos lá!
Atividades que agregam valor (AV):
Valor pode ser entendido como aquilo pelo qual seu cliente está disposto a pagar, sendo que toda atividade vinculada à obtenção de valor pode ser classificada dessa forma.
Atividades incidentais:
São as atividades que não agregam valor para o nosso cliente, no entanto, são necessárias para que as atividades que agreguem valor aconteçam.
Desperdícios:
São as atividades que não agregam valor para o nosso cliente e não são necessárias para que as atividades que agreguem valor aconteçam.
Então, uma vez entendida a ótica do cliente SENAI e suas percepções de valores, podemos afirmar que:
A grande maioria dos alunos se sujeita a pagar por um curso com o objetivo de aprenderem sobre um determinado assunto ou profissão. Logo, podemos concluir que o aprendizado é o que lhe agrega valor.
Seja diretamente ou por meio do compulsório, a indústria paga ao SENAI para realizarmos cursos que qualifiquem os seus profissionais. Ou seja, o que lhes agrega valor é a formação de profissionais capacitados.
Vimos até aqui, os princípios que norteiam o Lean Educacional no SENAI e como é importante conhecer a necessidade dos nossos clientes para definirmos o que agrega valor ou não aos nossos processos.
Mas, reflita comigo…
REFLETINDO
Será que solicitar a um profissional que atenda essa demanda dentro de um cenário
cada vez mais competitivo é uma tarefa fácil? Ser produtivo resume o perfil de nossos alunos?
Essas e outras questões serão abordadas no decorrer do material do nosso próxima aula.
Até mais!